Arquitetura e Urbanismo pela estudante Ana Rúbia Ferraz

15 de junho de 2010

Disse que me disse: Bombas de sementes!

Não são chicletes nem gosminhas que grudam na parede, o que sai dessas máquinas onde se põem moedas e gira é uma mistura de adubo, argila e sementes em forma de bola.
A proposta é que as pessoas façam com elas o que muitos animais fazem: plantar sem cavar e regar, tornando o processo simples e até divertido.
Os designers sociais (como eles mesmo se chamam) são os americanos Daniel Philips e Kim Karlsrud, da COMMONStudio, que inclusive aparecem nesse ótimo vídeo falando das idéias do projeto.
Estando no papel de designers, Daniel e Kim não queriam fazer apenas mais uma ''coisa'' e a vontade de ver uma cidade mais bonita e ''saudável'' foi uma motivação. Trazer a população como parte determinante do processo ajuda a abrir os olhos para a cidade à sua frente e levar esse conceito adiante,
O site da COMMONStudio mostra as cidades onde há máquinas e nos EUA as pessoas podem entrar em contato para instalar uma na sua região. Fica a esperança de que essa idéia possa chegar ao Brasil.

Visto em:

14 de junho de 2010

Em Inhotim

No final de maio boa parte da turma reuniu para ir ao museu de arte e jardim botânico Inhotim.
O complexo é sem dúvida um passeio válido a todos, em um ambiente agradável milhares de espécies de plantas e centenas de obras podem ser apreciadas, por isso é bom dispor de tempo para aproveitar o que o lugar tem a oferecer.




Não vou destacar uma obra em particular, muitas tem um contexto, uma idéia interessante por trás, passíveis às interpretações de cada um (e esse é o ponto da arte conceitual), mas sim os espaços dispostos para sentar e descansar, compostos principalmente por troncos de árvores. Em um lugar tão grande onde passamos o dia todo, paramos muitas vezes neles.
Perto de lagos, à sombra de árvores, mesmo sendo simples, os bancos naquele ambiente já ficavam diferentes.


Disse que me disse: Exposição Raquel Shembri Solo


Entre 7 e 30 de maio uma das galerias do Palácio das Artes contou com obras de Raquel Shembri, uma jovem artista plástica mineira que desde de 2003 pinta telas e ruas e já expôs em países como Itália, Estados Unidos e Uruguai.

A exposição mostra várias maneiras diferentes que a artista usa para se expressar, dando à exposição um tom intimista, também pelo conteúdo das obras que são essencialmente retratos de pessoas. Inclusive as expressões chamam bastante atenção pela aproximação inusitada com a realidade.

O conjunto das obras não está lá por uma coerência óbvia, tanto que em meio a tantas pessoas há uma enorme preguiça pintada na parede.
Imagens feitas pela artista podem ser vistas pelo flicker e myspace, mas fica recomendado vê-las ao vivo numa próxima oportunidade!

Mais informações em:

26 de maio de 2010

Passage 56

Na Rua Saint Blaise, em Paris, havia uma passagem a qual ninguém dava muita importância. O espaço é uma espécie de evaginação da rua, limitado pelas construções do quarteirão.
Isso até o Atelier d'Architecture Autogérée (AAA) ser chamado a explorar o potencial dessa área e transformá-lo em um Espaço cultural ecológico, como é conhecido hoje.
Header image
O projeto abrange desejos de moradores da área junto ao princípio ecológico: arquitetura em estruturas de madeira, banheiros secos de compostagem, aproveitamento de água da chuva, telhado verde, reciclagem de materiais, produção de energia autônoma (painéis fotovoltaicos) são alguns exemplos.
O espaço é usado regularmente pelas pessoas da região para diversas atividades como jardinagem, cultivo de vegetais, reuniões, debates, festas, workshops e shows, sempre dividindo as responsabilidades.
A Passage 56 ganhou menção honrosa no European Prize for Public Spaces de 2010.


Referências em:

5 de maio de 2010

Revista Manuelzão - Números 3 e 4

Edições de 1998, as 3ª e 4ª revistas abordam as primeiras iniciativas e propostas do Projeto além de introduzir alguns conceitos de preservação hoje comuns, mas que na época estavam começando a ser expandidos.
O número 3 fala sobre:
  • Os principais meios de degradação da Bacia do Velhas.
  • Como a poluição do Arrudas agrava esse quadro e a evolução (para pior) desse rio ao longo do tempo. Por isso trata também da revitalização especificamente do Arrudas.
  • A importância da água e o compromisso em preservá-la através de várias iniciativas no Rio das Velhas, em uma carta.
  • Estabelecer algumas prioridades para um planejamento ambiental nos municípios.
  • Alguns dados simples que juntos fazem referência ao Projeto. São eles: Tempo de decomposição de materiais, distribuição da água na Terra e doenças relacionadas com a água.
Bacia do Rio das Velhas
O número 4 traz:
  • A parceria dos Projeto Manuelzão e Adote uma Bacia no bairro Alto Vera Cruz, onde houve reivindicações por coleta de lixo e saneamento básico.
  • A conclusão positiva de uma supervisão feita no Projeto por técnicos da Secretaria Nacional de Recursos Hídricos que avaliaram o Manuelzão como exemplo.
  • As expectativas de ampliação de pesquisas e extensão do ensino médico na Universidade. Algumas relacionadas ao Manuelzão sendo, inclusive, dadas palestras de orientação aos alunos estagiários.
As reportagens de capa de ambas revistas são complementares e são elas o meu destaque:

A Caminhada Ecológica VIVA O RIO DAS VELHAS, que aconteceu na pista de cooper da Avenida dos Andradas no Dia Mundial do Meio Ambiente (5/06) de 1998, foi anunciado para convocação no primeiro número em estudo e no segundo tem-se o resultado.
Mais de 4 mil pessoas compareceram ao evento, superando as expectativas segundo os organizadores. Autoridades de setores envolvidos também estavam lá e algumas fizeram promessas de colaboração ou até assinaram uma carta de intenções em defesa do Rio das Velhas.
Atividades artísticas e exposição de trabalhos ambientais ficaram à disposição da população, assim como um projeto arquitetônico de recuperação do rio Arrudas baseado em um Boulevard.
A manifestação tinha objetivos definidos e realmente estabeleceu negociações, infelizmente algumas delas foram feitas em prazos muito maiores ou nem foram concluídas efetivamente, como as Estações de Tratamento e a "super-retirada" dos esgotos lançados.
Outro aspecto foi o Boulevard Arrudas, projeto que teve início e pretende-se continuidar, mascarando o rio Arrudas, não promovendo sua revitalização.

Principal fonte:
REVISTA MANUELZÃO, Belo Horizonte: Sempre E ditora, 1998-
Imagens e informações complementares:

24 de abril de 2010

Pré-entrega Projeto Arrudas


Com o objetivo de melhorar o acesso a estação e promover a interação entre a ela, a ciclovia, o rio e as pessoas, fizemos um projeto para que isso ocorra de forma natural e agradável.

Para facilitar o contato das pessoas com o ambiente proposto, a entrada da estação será extendida até que encontre com a ciclovia, e em sua fachada terá uma imagem do bairro Santa Tereza. Dessa forma a estação parecerá parte da paisagem e essa idéia poderá ser aplicada em outras estações da cidade

Como o rio terá um novo aspecto (esgotos não serao mais jogados no seu leito, margens arborizadas e recuperação de parte da mata ciliar), essa passagem será mais agradável e a interação com o Arrudas só aumentará.

Para que as pessoas possam usufruir melhor do espaço da ciclovia, serão feitas algumas modificações. Quiosques com sistema de reaproveitamento de água da chuva serão construídos como um método de conter parte das enchentes. Um deque com palco para shows, um playground e um local para exercicios fisicos também serão instalados às margens do rio.

Incuindo uma atividade diferente, as pessoas terão espaços para relaxar: redários de madeira espalhados ao longo da ciclovia e bancas de jornal próximas a eles possibilitarão um maior aproveitamento do uso desses locais.


10 de abril de 2010

Projeto para o Rio Arrudas e Estação Santa Tereza

Mudança da fachada da Estação de metrô Santa Tereza
Aumentar a laje que passara por cima do metro, e as saidas serão diretamente na ciclovia.
Construção de uma escada rolante (subida e descida) e um elevador para deficientes.
Mudança dos sinais de transito e faixas de pedestres para o local indicado no mapa.
Duplicar a largura da ponte de pedestres (indicado de amarelo no mapa)
Reformar a passarela.


























No caminho de saída abaixo, faremos painéis que relembrem casas tradicionais do bairro Santa Tereza.
Construir uma “apara” do lado do rio que ainda não possui uma.
Cobrir a apara com mosaicos.
Pintar as laterais , hoje de concreto, com tinta azul impermeável.
Fazer quiosques (na área entre a ciclovia e o rio) com aproveitamento da agua das chuvas.





















Um dos quiosques será maior que os outros, e terá uma área de pequenos shows.
Ele se localizara embaixo do viaduto José Maria T.Leal.

No decorrer da pista de ciclismo terá:
Muitas árvores plantadas
Dois relógios urbanos com duas fontes de energia:
-Rio gera força motriz para mudar as horas e a temperatura no painel
-Células fotovoltaicas para acender luz interna a noite.
Um mapa da cidade
Áreas de convivência
-infantil com brinquedos de aço tubular e bancos em forma de bola
-Ginástica.
cabines telefónicas
-em forma de violão perto da estação
-em forma de bola perto da área infantil
























Colocar um redario de madeira (suporte unico para todas as redes) , a cada duas redes uma arvore.
Proximo a ele, tera uma banca de jornal.

4 de abril de 2010

Recadinho sutilmente mordaz

A postagem encontrada é do meio do ano passado, mas o tema é recorrente e já fez parte de discussões em sala: Oscar Niemeyer.
O texto irônico foi escrito por Fernando Lara, um professor da Universidade do Texas, e publicado no Blog do Vazio S/A com o título ''Recado para Oscar''. Ele diz ter ouvido um telefonema que começava assim:

''O telefone tocou no meio da noite e ele atendeu rapidamente, saltando da cama como se um século não pessasse nos ombros nem nas pernas. Do outro lado da linha uma voz conhecida, mas que ele não ouvia a mais de 15 anos.
- Oscar? - Sim, sou eu, quem fala?'' [...]

Continua aqui, vale a pena conferir.

2 de abril de 2010

Disse que me disse: Pritzker Prize 2010 - maior prêmio de arquitetrura

No último dia 28 foram divulgados os nomes dos dois japoneses contemplados com o título de melhores arquitetos do mundo: Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa (do escritório Sanaa). A premiação existe há 31 anos e não é a primeira vez que essa dupla ganha. Oscar Niemeyer também já venceu, em 1988.
Kazuyo e Ryue propõem formas orgânicas, simples, que se harmonizem com o ambiente ao redor, numa aposta moderna. Destaca-se também o interesse pela iluminação que eles tem (seja natural ou artificial), vários de seus projetos buscam seu aproveitamento com vidros, aberturas múltiplas e fendas.
Abaixo algumas das obras analisadas pelo Pritzker Prize e que foram determinantes na escolha dos vencedores.

Loja da Christian Dior - Tóquio
The New Museum - Nova York
Escola de Administração e Design - Zollverein (Alemanha)

Tirado daqui:


Disse que me disse: Design modernista

Aqui está uma foto histórica, ícones do designer modernista do meio do século juntos em uma edição da revista Playboy de 1961.
Sentados em seus respectivos projetos, da esquerda para direita: George Nelson, Edward Wormley, Eero Saarinen, Harry Bertoia, Charles Eames e Jens Risom. Os nomes estão linkados com uma produção (famosérrima) de cada, para vocês verem como eles são importantes e seus produtos estão por aí até hoje, certamente já devem ter visto a maioria das produções em revistas ou lojas.
O dito Design Modernista do meio do século (Mid-century modern) foi desenvolvido com forte influência escandinava: simplicidade, formas naturais e funcionalidade. Características condizentes com os avanços industriais da época, tornando esse estilo tão difundido.

Fontes:

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